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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Câmara aprova projeto de lei que criminaliza invasão de computadores

Proposta segue para votação no Senado. Pena para quem descumprir nova lei será de três meses a um ano, além do pagamento de multa

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15/05) o projeto de lei que criminaliza a invasão de computadores alheios ou outros dispositivos de informática, com a finalidade de adulterar, destruir ou obter informações sem autorização do titular. O texto, de autoria de quatro deputados, prevê detenção de três meses a um ano, além de multa.

A proposta agora segue para votação no Senado. A aprovação da matéria na Câmara acontece em meio ao roubo de 36 fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann, que foram parar na internet. Como ainda não há definição no Código Penal de crimes cibernéticos, os envolvidos serão indiciados por furto, extorsão qualificada e difamação.

O projeto de lei aprovado na Câmara torna crime "devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita".

A pena de até um ano de detenção será aumentada caso a invasão resultar em prejuízo econômico à vítima. O texto ainda prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa "se da invasão resultar a obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais, informações sigilosas assim definidas em lei, ou o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido".

Neste caso a pena aumenta de um a dois terços se houver "divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro, a qualquer título, dos dados ou informações obtidos, se o fato não constitui crime mais grave".

Pelo projeto, a ação penal nesse tipo de crime só poderá ter inicío se a vítima se apresentar às autoridades.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/seguranca/noticias/camara-aprova-projeto-de-lei-que-criminaliza-invasao-de-computadores 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Funcionário da Google fala sobre a rotina de trabalho

Engenheiro de software narra como foi o processo de seleção e conta como é trabalhar na maior empresa de internet do mundo.

Um engenheiro da Google – de nome não revelado – se submeteu a uma bateria de perguntas com alguns membros do Reddit. Foram realizadas diversas questões acerca de vários temas relacionados à rotina de trabalho na empresa de Mountain View e também sobre os principais produtos oferecidos. Segundo o Mashable, o engenheiro sempre deixou claro que não falava em nome da empresa. Confira a tradução adaptada de algumas das perguntas mais importantes e das respostas obtidas.
P: Como foi o processo de contratação?
  • R: Isso começou com um estágio, que envolveu o envio de meu currículo e duas etapas de entrevistas por telefone. Depois do estágio eu fiz uma “conversão”, que envolveu várias entrevistas e uma análise do meu período de experiência.
P: Por que muitos doodles são criados para homenagear artistas menos conhecidos?
  • R: Quem você acha que faz os Doodles?
P: Você usa o Google+ ou o Facebook com mais frequência?
  • R: Google+. Eu não uso o Facebook mais. Mas isso é uma decisão pessoal e eu posso ver que outras pessoas não fazem o mesmo. As coisas que eu compartilho são direcionadas para pessoas com quem eu quero compartilhar. Isso é o mais importante para mim.
P: Algumas pessoas dizem que a Google está cometendo um grande erro ao empurrar o Google Plus para os usuários. Em vez de ficar mais relevante, isso está na verdade ferindo a imagem pública da empresa. O que você pensa sobre o projeto e as ações de marketing envolvidas?
  • R: Você vai se queixar que o Google está empurrando o Google na cara das pessoas? Não pense no Plus apenas como a página http://plus.google.com. Essa é uma camada social comum a todo o Google. Uma vez que você compreenda isso, você vai ver por que parece que ele está sendo “jogado”. Quantos produtos Google você acha que são sociais de alguma forma (ex. envolve relacionamentos com outras pessoas)? Eu afirmo isso porque penso que ter essa camada social comum é importante.
P: É considerado um tabu na cultura Google ir para casa às 5 da tarde, o que é considerado “tarde” na maioria dos locais da indústria de software?
  • R: Eu não acho que é tabu ir para casa às 5 horas. Algumas vezes eu vou embora muito mais cedo. Minha política pessoal é: se eu percebo que estou totalmente ineficiente, eu não vou desperdiçar o meu tempo ou o tempo da Google sentado em minha estação de trabalho. E nos dias que estou fazendo bons progressos, eu continuo trabalhando de casa durante a noite.
P: Quais são as regras de vestimentas?
  • R: Não acho que tenhamos alguma. Eu acho que isso se baseia em outros códigos; primeiro, “não seja um idiota”. Mas eu vejo pessoas de ternos, pijamas, moletons etc.
P: Quantas horas por semana você trabalha?
  • R: Eu não tenho certeza, mas é algo por volta de 40 horas, em média.
P: Quanto tempo de “brainstorming” vocês têm por dia?
  • R: Isso varia muito, de acordo com a do projeto em que estamos. Por um tempo, no ano passado, eu passei 90% do meu tempo em brainstorming. Agora, eu passo 0%, uma vez que estou apenas tentando verificar códigos.
P: Alguém trabalha de casa ou ir ao escritório é obrigatório?
  • R: Muitas pessoas trabalham de casa. Se você pode fazer seu trabalho, não há problemas de onde você está. É claro que existem vantagens em estar no escritório – contato com colegas, estar pronto para reuniões pessoais etc. Mas não há obrigações em estar no escritório o tempo todo.
P: Sonecas são encorajadas?
  • R: Há locais especialmente criados para esse propósito. Alguns escritórios também oferecem salas silenciosas onde você pode reclinar-se em uma cadeira confortável e cochilar.
P: Isso parece muito bom! Essas cadeiras são confortáveis?
  • R: Eu não as uso. Costumo dormir nas cadeiras de massagem.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Carro sem motorista do Google recebe licença para andar nas ruas de Nevada, EUA

Um carro que não precisa de motorista para ser guiado recebeu autorização do estado norte-americano de Nevada para ser utilizado nas ruas e estradas locais. O primeiro modelo a receber a licença é o Toyota Prius, cujo sistema de navegação foi aperfeiçoado pelo Google.

Segundo a BBC, para orientar a navegação, o veículo traz câmeras no teto, radares e um laser que o ajuda a "ver" pedestres, ciclistas e os demais carros na estrada. Os engenheiros do Google já testaram o carro nas ruas da Califórnia, inclusive na famosa ponte Golden Gate, em São Francisco.

Nestes testes, o carro esteve sob supervisão de um motorista profissional, que estava pronto para assumir o comando do veículo caso ocorresse qualquer problema. Segundo o engenheiro Sebastian Thrun, o carro percorreu 255 mil quilômetros nos testes. Apenas um incidente foi registrado: um outro automóvel, dirigido por uma pessoa real, bateu de leve no veículo próximo a um semáforo.

Para o diretor do Departamento de Veículos Motores do estado de Nevada, Bruce Breslow, os veículos em teste atualmente são os "carros do futuro". Por enquanto, apenas o Google recebeu licença, mas no futuro o governo estadual pretende emitir licenças a motoristas do estado.

Uma nova legislação que trata do assunto – que entrou em vigor em março deste ano – afirma que o carro sem motorista precisa ser supervisionado obrigatoriamente por duas pessoas – uma delas seria um motorista para casos de emergência, e o outro monitoraria o computador de bordo. A Califórnia pretende seguir o mesmo caminho.

"A grande maioria dos acidentes ocorre por erro humano", disse Alex Padilla, do Legislativo do Estado da Califórnia. "Com o uso de computadores, sensores e outros sistemas, um veículo autônomo é capaz de analisar o ambiente de direção mais rapidamente e operar o veículo com maior segurança", afirmou.

A primeira viagem do automóvel deve acontecer em Las Vegas.


Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/carro-sem-motorista-do-google-recebe-licenca-nos-estados-unidos

segunda-feira, 7 de maio de 2012

The Unknowns, os hackers sucessores do Anonymous

Vítimas de ataques do novo grupo incluem NASA, Harvard e Força Aérea dos EUA.

Os sites governamentais ou de órgãos oficiais ganharam mais um inimigo mortal. Depois de tanto sofrer nas mãos dos ataques do Anonymous, um novo grupo parece ter surgido com objetivos similares – e uma lista de vítimas de respeito.
A equipe que se autodenomina The Unknowns (“os desconhecidos”, em tradução livre) afirma ter invadido o site do Glenn Research Center (NASA), das Forças Armadas norte-americanas, da Agência Espacial Europeia, da Universidade de Harvard e de ministérios da França e do Bahrein, entre outros. De acordo com o PCWorld, só o órgão espacial se manifestou até agora, afirmando que nenhum arquivo confidencial foi roubado.
Buscando novos membros, a equipe está disposta até a revelar aos interessados como penetrou nos bancos de dados de sites tão importantes. O documento postado no site Pastebin conta com uma lista de dados obtidos das páginas invadidas e um recado para as futuras vítimas: eles estão chegando.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Hackers: de marginais a heróis da era digital Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/ataque-hacker/22199-hackers-de-marginais-a-herois-da-era-digital.htm#ixzz1sMA4m7z2

Tenha você começado a usar o computador há pouco tempo ou já sendo um verdadeiro veterano desse mundo, com toda a certeza você já leu e ouviu várias vezes a palavra “hacker”. Essas figuras cercadas de mistérios, surgidas na longínqua década de 1960, até pouco tempo atrás eram associadas exclusivamente com o crime e era raro encontrar quem as defendesse.
Porém, mais recentemente, parece que houve uma grande inversão nessa situação. Basta verificar as notícias relacionadas ao Anonymous e ao LulzSec publicadas pelo Tecmundo para ver que, atualmente, não só as atividades desses indivíduos são vistas com bons olhos, como para muitos eles se transformaram em verdadeiros heróis da internet.

Hackers são “do bem” ou “do mal”?

Falar que hackers são “bons” ou “maus” é reduzir a uma visão muito estrita as atividades de um grupo muito amplo de pessoas. Caso eles não existissem, a história da computação poderia ser bastante diferente: nomes como Bill Gates e Steve Jobs, normalmente associados a corporações sisudas, iniciaram sua carreira modificando aparelhos construídos por outras empresas, algo considerado ilegal na época — entre os resultados desse tipo de atividade, está o computador pessoal como o conhecemos atualmente.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Porém, não é possível esquecer que existe o lado assustador da história. Muitos hackers utilizam seu conhecimento para obter informações sigilosas que são usadas em proveito próprio ou simplesmente se divertem prejudicando o trabalho dos outros. Para evitar confusões, é preferível usar o termo “cracker” ao se referir a esse tipo de pessoa em específico.

O “hacktivismo”

Embora não seja possível apontar com exatidão o momento em que a noção de hackers como heróis da internet passou a ser a mais aceita, é fácil entender os principais responsáveis pela mudança. O LulzSec e o Anonymous são os principais responsáveis pelo que ficou conhecido como “hacktivismo”, palavra que designa invasões feitas como forma de protestar contra uma situação ou que tenham como objetivo expor informações sigilosas sobre corporações que prejudicam a população em geral.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Vale notar que esse conceito não surgiu ao mesmo tempo em que os grupos (no caso do Anonymous, diversas facções reunidas por uma ideia em comum). Inicialmente, as ações perpetuadas por ambos nada tinham a ver com ideologias ou liberdade.
O Anonymous, por exemplo, era conhecido por invadir servidores do jogo Habbo Hotel, enchendo a tela com xingamentos (alguns deles de cunho racista) e memes surgidos nas profundezas do 4Chan. O LulzSec também teve sua dose de “brincadeiras”, chegando a publicar no site neozelandês da PBS a notícia de que o cantor Tupac Shakur estava vivo.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikileaks)
Conforme o tempo passou, pôde-se perceber um “amadurecimento” dos hackers, que passaram a apoiar a luta de sites como o Wikileaks. Além disso, casos como a Operação Darknet ajudaram a tirar do ar páginas dedicadas à pornografia infantil, identificando tanto seus administradores quanto aqueles que acessavam o conteúdo ilegal.

O poder das redes sociais

Um dos fatores que mais contribuiu para a popularidade e aceitação do “hacktivismo” é a existências das redes sociais. Além de servir como um canal seguro para a divulgação de informações relacionadas aos ataques realizados (ou que estão sendo planejados), sites como o Twitter permitem que os hackers vejam em tempo real qual a opinião do público sobre suas atividades.
(Fonte da imagem: Reprodução/Twitter)
Através da adoção de discursos que pregam a liberdade individual e defendem o poder do cidadão comum contra as grandes corporações, esses indivíduos conseguiram um grande apoio popular. Prova disso é que, hoje, praticamente qualquer atividade realizada pelo Anonymous é divulgada por centenas (e até mesmo milhares) de pessoas.
De certa forma, é até mesmo possível afirmar que essa grande publicidade teve certa influência nos alvos das invasões. Afinal, enquanto derrubar um site pertencente a uma instituição de caridade geraria pouco apoio, é difícil encontrar alguém que tenha uma opinião muito boa sobre os sites do Congresso brasileiro ou nutra muita simpatia pelas instituições bancárias do país.

Eu corro algum risco?

O aumento do número e da abrangência das atividades do Anonymous geram preocupações em muitas pessoas. Afinal, se sites de grandes empresas de segurança são acessados com tremenda facilidade, qual a chance que um cidadão comum pode ter contra pessoas desse tipo?
O fato é que, mais do que se preocupar com os grupos populares da internet, é preciso ficar atento para não cair na rede de crackers que atuam de forma silenciosa. Ao contrário do que acontecia durante a década de 1990, esse tipo de criminoso não perde mais tempo invadindo sites localizados em serviços de hospedagem gratuitos.
(Fonte da imagem: ThinkStock)
Atualmente, é muito mais comum que eles convençam você mesmo a abrir as portas do seu computador para obter as suas informações pessoais. Além do famoso phishing (prática que faz cópias idênticas de sites famosos), os crackers modernos são os responsáveis por enviar as famigeradas mensagens falsas que povoam as caixas de spam (aliás, as fotos da festa ficaram ótimas) e por explorar brechas de segurança que fazem com que milhões de computadores sejam infectados por malwares.
Claro, não podemos deixar de lado os efeitos colaterais que algumas das atividades do Anonymous e LulzSec geraram. Quem tem uma conta da PlayStation Network sabe que não foi nada agradável ter que mudar de senha e aguardar um longo tempo enquanto a Sony corrigia as brechas de segurança exploradas pelos hackers durante o ataque massivo à rede ocorrido em 2011.

O que mudou com o “hacktivismo”?

Até o momento, é muito difícil afirmar com convicção que as atividades de hackers como aqueles que apoiam a ideia do Anonymous surtiram grandes consequências em nossa vida diária. Embora alguns executivos tenham perdido o trabalho, é difícil ver mudanças concretas na maneira como grandes corporações atuam, e ainda estamos longe de obter a liberdade tão prometida pelos hackers.
Porém, seria um erro dizer que tudo permanece igual. Cada vez mais empresas começam a revisar seus sistemas de segurança, e é difícil encontrar quem se sinta realmente seguro contra um ataque hacker. Além disso, as atividades do “hacktivismo” foram muito importantes para evitar que leis como o SOPA fossem aprovadas e para que eventos como o Occupy Wall Street tivessem grande repercussão.
Ao que tudo indica, os verdadeiros resultados só vão poder ser analisados dentro de alguns anos. Até lá, prepare-se para ver várias notícias envolvendo nomes como o Wikileaks, Anonymous, LulzSec e os outros grupos que devem surgir no futuro.